
Por Ivana Braga
O governador Jaques Wagner e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, podem virar personagens inesquecíceis da história da Bahia, a exemplo do que aconteceu naquele 16 de maio de 2001, quando a então secretária de Segurança Pública, Kátia Alves, sob as ordens do governador César Borges, determinou a invasão da Escola de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba.) para agredir estudantes que foram as ruas de Salvador se manifestar contra o então senador Antônio Carlos Magalhães.
Caso seja usada a força para o Exército cumprir a ordem de desocupar a Assembleia Legislativa, onde policiais militares se entrincheiraram desde terça-feira (31), quando decretaram greve da categoria, e rolar violência, os únicos responsáveis serão o governador do estado e o presidnete da AL. Em outros tempos, a exemplo da greve da PM em 2001 e do próprio episódio de invasão das instalações da Escola de Direito e outras dependências federais, mereceram de Wagner e Marcelo Nilo, a exemplo de outros parlamentares, severas críticas.
Mudaram as pessoas, mas os métodos continuam os mesmos. Seria bom que deputados como Nelson Pelegrino (PT), Alice Portugal (PCdoB), ambos pré-candidatos à prefeitura de Salvador, e a atual prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), que na greve de 2001 apoiaram os manifestantes e enfrentaram a ira do governo carlista, ao invés de se esconderam como se nada estivesse acontecendo, aparecessem em cena e, com a mesma habilidade que negociaram durante o governo de César Borges, então seu adversário político, intermediassem o fim deste movimento, impedindo que o governo do correlegionário Jaques Wagner fique na história marcado pelo sangue e o autoritarismo.






