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Feira de Santana: imprensa perseguida

Por Jair Onofre

Caros leitores, em especial empresários da área de comunicação, anunciantes privados e públicos, publicitários, colegas profissionais da atividade de imprensa na cidade de Feira de Santana e políticos:

Nas décadas de 70 e 80 era comum ver profissionais de comunicação sendo colocados fora das empresas onde prestavam serviços (jornal e rádio), porque desagradavam o chefe político ou contrariavam determinados interesses empresariais.

Não que imaginássemos que essa prática iria acabar, mas em razão da redemocratização no país (Anistia, Eleições Diretas, Constituição de 1988) esperávamos que essa prática tivesse diminuído (desejo nosso de ser banida) dada a nova era que as forças “democráticas” prometeram como liberdade de expressão, direitos e garantias individuais.

Mas essa prática está viva, e em Feira de Santana mais do que nunca.

O que temos visto são colegas de rádio sendo ameaçados, proprietários de blogs e sites sendo cooptados e profissionais da imprensa escrita tendo que buscar outros ares na capital baiana ou tendo que mudar de profissão graças às ameaças na justiça ou até em via de fato.

Não tenho nenhuma procuração para defender pessoalmente nome A ou nome B, mas entendo que esse é um problema que já chegou a todos os profissionais de comunicação e que mais cedo ou mais tarde vão desagradar os interesses de determinados segmentos e por certo também estarão ameaçados, não só na sua liberdade de expressão, mas na sua dignidade e cidadania. É preciso que se dê um basta ao patrulhamento à informação e ao profissional, que além de não receber um salário digno, tem que a todo o momento estar preocupado se está agradando ou não aos "senhores".

É preciso que os organismos de representação classistas estejam atentos na defesa dos interesses desses profissionais, vindo a público denunciar essas atitudes e que a classe possa trabalhar com tranqüilidade. Quanto aos que adotam essa prática de patrulhamento, de perseguição, de ameaças ou de cooptação, o que podemos dizer (é) que os tempos são outros e que esse procedimento não cabe mais em nosso país e em nossa cidade.

Não podemos ter uma imprensa livre se os profissionais de comunicação não são livres para exercerem a sua atividade profissional. 

Por uma imprensa com liberdade de expressão!

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