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Liberdade de expressão: "Deixa eu falar!”

Por Vitor Fernandes

Queria começar a escrever falando da vergonha que é trabalhar no meio político... não tem palavra melhor para descrever: safadeza! Sem generalizar, claro! E quando escrevo com raiva é bem melhor do que tocar violão chapado de cachaça debaixo de uma jaqueira no Capão! É, porque de lá ninguém te ouve e aqui - já que estão ouvindo - lá vai: deixa eu falar filha da...o resto você já sabe! Uma expressão bastante comum nesse meio sórdido. E talvez seja necessário dirigir esse texto a três pessoas em especial – não posso revelar os nomes por ética. Mas me contento em saber que entenderão que os cascudos foram direcionados para eles. E não pense no óbvio, use os fundamentos da hermenêutica (“dos gregos”) que lhe ensinaram em sala de aula. Doutor! 

Sei que não entenderam o início, é que serviu para tirar um palavrão da minha boca (ainda bem que ninguém ouviu). Já disse aqui neste espaço que não esperava que o vampiro sugador de erário teria a audácia de caminhar pelo sol e esbanjar seu passaporte suíço com os devidos carimbos e melado de chocolate da melhor qualidade. Mas a Chapada Diamantina toda já sabe que para falar de alguém tem de eleger primeiro seu apelido – o resto fica por nossa conta. 

É óbvio que as pessoas tidas como públicas têm que controlar sua exposição na mídia, na cidade onde vivem e principalmente se forem um prefeito, juiz, jornalista, vereador, artista, têm que ter cuidados com seus atos – podem acabar influenciando uma massa de parasitas e aí vira fundamentalismo (sacanagem!). Aqui também entra o trabalho da assessoria de imprensa, responsável por controlar o que é enviado e o que é noticiado sobre o “cliente”, em síntese, por preservar a imagem do assessorado. Só se for!

Mudando de assunto, ouvindo um daqueles comentários sagazes do Arnaldo Jabor, durante a madrugada, percebi que ele tinha razão em uma coisa: com tanta corrupção em tantas esferas públicas, quem vigia as contas do Tribunal de Contas? Ou melhor, quem fiscaliza os que fiscalizam? Como é que acontece esse processo? Como perguntar não ofende, e a história mostra que a corrupção está em todas as esferas, até em clubes de futebol... Quem lembra como o Bahia e o Vitória foram rebaixados? Tem até a música de “Siba e a Fuloresta” que diz assim: “Meu time foi rebaixado pra terceira divisão”... repete umas 30 vezes!

E quem também não se lembra das inúmeras versões de casos envolvendo dirigentes e até presidente desses clubes de futebol? Será que já foram julgados para exercerem outros cargos? Isso é comum mesmo né? Nem adianta achar estranho, no final das contas a gente que aponta os erros ainda está errado, daí vem os assassinatos e os desaparecimentos... Uma coisa é certa, quando os direitos somem e a tirania assume, coisa boa não vai sair! Isso é fato! 
Os “cabras de meia tigela”, e o outro querendo uma Hilux, que ainda por cima era de cor branca – talvez pra sujar de barro e desfilar com seus pôneis malditos - ou pra carregar abacaxi mesmo! “Só rindo, ôntonimo”.

Os parentes no governo sempre criam problemas, ou para o governo, ou para o parente, disse uma certa vez o senador José Sarney. Que aqui fique registrado apenas a frase de sua autoria, mas aplicar é outra história – deixa para o prefeito de “itacity” que é craque nisso – esperto ao contrário. 

Tava pesquisando no “oráculo” as políticas de redução de danos para usuários de drogas e postei um vídeo sobre as internações forçadas que acontecem no Rio de Janeiro, inclusive com a participação de policiais e agentes de saúde em regiões chamadas cracolândia. Será que já não está na hora de uma intervenção também em Itaberaba? Estou falando do crack (a droga) não mais do vampiro. Ah! E, na moral, me preocupo com a população e não com uma menininha mimada que aceita naturalmente dinheiro público, mas não aceita sair na capa do newspaper! Como diria Sérgio Malandro...“se fufú piu-piu”!

Voltando aos redutores de danos, a luta antimanicomial é uma posição de uma ala dos teóricos da psicologia moderna que afirmam que a melhor forma de tratamento ao usuário ainda é com diálogo em casa, com a participação da família e em grupos sociais de terapia. Sou contra a internação de qualquer pessoa seja em qualquer situação, tem de levar em consideração o tripé: o apoio da família, a vida em sociedade e o tratamento. Tratamento e não internamento. É melhor rever essa situação em Itaberaba antes que a cidade vire uma “minibabilônia” – cheia de usuários dessa merda, que é o crack.

Mas peraí, você embolou tudo aí e não entendi nada! Vou explicar, a voracidade por dinheiro público eu vejo como os usuários de drogas como o crack – que neste caso seriam os corruptos. Viciados em roubar, eles passam por cima de tudo e de todos para usufruir e manter seus status, inclusive desviado dinheiro que era pra ser aplicado, por exemplo, na merenda escolar de crianças. E isso acontece em diversos lugares da nossa região, seja no circuito do ouro ou do diamante, no portal de entrada ou nas “beirada” do parque nacional. 

Dessa vez, o texto do “em sintonia” veio para deixar a tela azul! Mas juro que eu queria falar da Amy, do Kurt, de Celso Amorim, da Globo, da Stock Car, do Ali Kamel, do mensalão, do Franklin Martins, do ser provado e ser riscado do mapa, de demissão, de reforma política, de campanha eleitoral e de tantas outras polêmicas. Só sobrou agora o pelotão de fuzilamento, com prefeito, juiz, vereador, advogada e os óculos ray ban voando para todos os lados...ou pedaços deles. Nem um pouco reacionário, “mas sempre com os bolsos cheios de balas”.

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