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Marco Prisco fala sobre o movimento grevista e critica a segurança pública do estado

Foto: Fidel Tavares

Por Fidelis Tavares

Em meio ao bombardeio que sofreu desde que foi decretada a greve dos policiais militares em 31 de janeiro,  o principal líder do movimento o policial do Corpo de Bombeiros, Marcos Prisco Machado, em conversa rápida com o Teia de Notícias, negou usar o movimento para atender interesses pessoais ou como palanque para uma possível disputa por uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador. Segundo atestou, não foi o ressentimento por não ter sido reitegrado nos quadros da Polícia Militar, de onde foi expulso após participação na greve da PM em 2001, mas o fato de o governo não ter atendido os principais pontos acordados para por fim à paralisação daquela época, como a anistia a todos os policiais expulsos, e a falta de condições de trabalho que motivaram a revolta deste ano, às vésperas do carnaval.

Você vem sendo acusado de usar o movimento em benefício próprio, garantido a sua volta aos quadros da Polícia Militar. Isso procede?

Não, negativo. Até porque, minha situação judicial já foi resolvida e esclarecida. Eu ganhei no Tribunal de Justiça por 40 a zero, no Pleno do Tribunal, por duas vezes, e o estado não cumpre a decisão judicial. Eu tenho direito de ser reintegrado desde 13 de janeiro de 2010. E o governo Wagner também não cumpre a lei da anistia, assinada pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Estamos no ano eleitoral e você já tentou ser vereador e deputado em eleições passadas sem êxito. Você está usando o movimento como palanque?

Jamais! Eu sou um ser político, como todo cidadão deve ser. O problema não é fazer política e sim ser um político canalha, que se aproveita dos momentos para aparecer. Estamos fazendo política, como Jaques Wagner fez em 2001. Em momento algum pensamos nisso. As eleições serão lá na frente e essa é uma discussão que a categoria irá fazer para decidir quem será o seu representante dela. No momento nossa luta é classista.

Alguns bairros de Salvador já conta com Bases Comunitárias e o governo quer expandir para o interior. Na sua opinião, como está a segurança no estado da Bahia?

Infelizmente estamos vivendo uma das piores crises da segurança pública de todos os tempos. O governo não tem sentado com a base para discutir uma política de segurança pública. Pode fazer pesquisa e consultar a população, que o povo clama por segurança pública. Será que é essa segurança pública que o povo quer?

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