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Entrevista

Viáfara - Goleiro do Vitória
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Ídolo da torcida do Vitória, o goleiro Julián Ramiro Viáfara Mesa, ou simplesmente Viáfara, 32 anos, não esconde de ninguém que ficou muito chateado com as ofensas pessoais e ameaças que foram feitas contra ele e a família, via Twitter, depois do jogo contra o Palmeiras. A derrota para o time paulista custou a eliminação do rubro-negro na Copa Sul-Americana. Em uma conversa franca com o Teia de Notícias, Viáfara falou do seu amor pelo Vitória, pela Bahia e por Salvador. O amor é tanto que o goleiro já comprou uma casa na cidade e não pensa em voltar tão cedo para a Colômbia, seu país de origem. Viáfara revelou que, por respeito ao rubro-negro, não aceitaria jogar no Bahia, caso aparecesse alguma proposta.        
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Cidade-metrópole: ônus e bônus

João Henrique, prefeito de Salvador

Cidade com mais de três milhões de habitantes e uma vocação natural para atrair turistas durante todo o ano, Salvador movimenta diariamente uma gigantesca máquina de serviços e de demanda urbana e metropolitana imprescindível para seu pleno funcionamento e conseqüentemente assegurar o bem estar da população. Essa gigantesca malha social que tem sua própria dinâmica, naturalmente que necessita de regras, deveres, direitos e ordenamento, para que funcione da melhor maneira possível e com acessibilidade para todos que nela residem.

De outra forma, sem os códigos de conduta, a vida seria quase que impraticável. Uma espécie de salve-se quem puder ou como se diz “quem teria unhas grandes subiria na parede”. Aí então, o caos seria um imperativo. Ressalto essas premissas para deixar bem evidente que sem a compreensão, o bom senso e a responsabilidade, inerente a cada um, todos sofreriam e o convívio social seria impossível.

Evidente que não vivemos esta situação e que nada fará com que cheguemos a tais extremos. Todos temos na consciência a necessidade do respeito à cidadania e aos direitos do próximo. Nosso dever como Prefeito da cidade, chefe do Poder Executivo, é garantir de todas as formas que a cidade funcione na sua plenitude e que todos os cidadãos tenham condições dignas de acessibilidade. Não seria justo permitir privilégios a determinados grupos em detrimento de outros. E não seria nada salutar permitir situações que dificultem a plena fluidez de cidade que ganha, pela migração, 60 mil novos moradores por ano, segundo o IBGE.

Diante disso, quero deixar bem claro que não recuaremos em hipótese alguma na nossa determinação em aplicar o decreto que delimita e regula as operações de carga e descarga nas vias da cidade. Esse ordenamento é dos mais necessários para Salvador.

Outras metrópoles brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, há anos, ordenam as operações de carga e descarga e seus gestores e população tem consciência que se não fosse assim o caos estaria instalado.

É inconcebível que as principais avenidas e ruas da cidade fiquem a mercê da vontade ou do desejo de pessoas que se acham no direito de movimentar seus comércios, com operações de carga e descarga a qualquer momento, a qualquer hora do dia ou da noite, sem se importar com os danos que tais operações provocam no pleno andamento da malha de acessibilidade da cidade, como a velocidade média/hora dos veículos sensivelmente reduzida a cada ano.

Não estamos sendo contrários a qualquer das categorias de trabalhadores ou do empresariado, quando publicamos o decreto que regulamenta tais operações. Ao contrário, estamos sendo a favor da população como um todo. Não temos dúvida que é a população em geral, trabalhadores, empresários, autônomos, estudantes, homens, idosos, mulheres e crianças, que sofrem com os congestionamentos no trânsito, principalmente nos horários de pico e notadamente nas vias mais movimentadas da cidade. E isso vem sendo constantemente agravado por ações como essas de carga ou descarga de mercadorias em horários dos mais inconvenientes e nas avenidas e ruas de maior movimento de pessoas e veículos.

É nítido o grande problema que tais operações causam se não tiverem um planejamento e se não obedecem a determinados horários. Salvador conta hoje com uma frota diária de 700 mil veículos, ganha uma média de novos 4 mil veículos/mês em circulação, além dos que vêem da RMS, diariamente. Temos vias estreitas, impossíveis de serem alargadas e se não tivermos o bom senso de buscar soluções para torná-las transitáveis estaremos fugindo à nossa responsabilidade e contribuindo para que a cidade se estagne dentro de um imenso congestionamento, hoje, metropolitano.

O decreto que regula tais operações vem exatamente de encontro a questão de grande apelo da população de Salvador que é a de torná-la melhor transitável. E ações como essa, vêm justamente oferecer uma melhoria nessa acessibilidade. Sabemos da importância de todos os segmentos da sociedade, mas não podemos ficar de braços cruzados, permitindo que supostos “donos de rua” tomem conta daquilo que é publico, exerçam as suas próprias lógicas nefastas, e os milhões de habitantes sofram com a falta de bom senso daqueles que só pensam nos seus lucros empresariais, quando a cidade é um organismo vivo, sensível e interativo. Se queremos morar numa cidade grande, temos que pensar grande. E neste caso, têm-se ônus e bônus urbanos.

Cumprir este decreto disciplinador da ordem social, não é uma obrigação, é uma gentileza urbana, uma cidade onde, até aqui, muito predominou o estilo predatório de sobrevivência egoísta.

Estamos sempre abertos ao diálogo, ao entendimento, e à procura de soluções que sejam boas para todos. Não podemos é adotar soluções boas para poucos, em detrimento do bem estar de milhões de habitantes. Salvador não é e nunca será uma cidade menor. Já nasceu grande, como capital e como metrópole internacional.

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