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Entrevista

Viáfara - Goleiro do Vitória
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Ídolo da torcida do Vitória, o goleiro Julián Ramiro Viáfara Mesa, ou simplesmente Viáfara, 32 anos, não esconde de ninguém que ficou muito chateado com as ofensas pessoais e ameaças que foram feitas contra ele e a família, via Twitter, depois do jogo contra o Palmeiras. A derrota para o time paulista custou a eliminação do rubro-negro na Copa Sul-Americana. Em uma conversa franca com o Teia de Notícias, Viáfara falou do seu amor pelo Vitória, pela Bahia e por Salvador. O amor é tanto que o goleiro já comprou uma casa na cidade e não pensa em voltar tão cedo para a Colômbia, seu país de origem. Viáfara revelou que, por respeito ao rubro-negro, não aceitaria jogar no Bahia, caso aparecesse alguma proposta.        
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Relacionamentos passionais

Larissa Carvalho*

 

Paixão do latim significa loucura, doença, etc. Em nossas vidas, é constante buscarmos por algo ou alguém que acenda essa centelha divina, pois o homem necessita de um sentido existencial, palpável, sensível; um sonho, uma meta, para que as suas atividades cotidianas tenham alguma finalidade racional e ele se sinta grato por acordar vivo e dar continuidade às suas tarefas diárias.

Esse arrebatamento passional revigora nosso existir, traz a sensação de estarmos vivos de verdade, faz o sangue correr mais rápido pelas veias e o coração bater acelerado. Conclusivamente: é puro prazer! Várias pessoas, para fugirem da monotonia, do costumeiro, sentem-se impelidas a cometerem o novo, pois, o já sentido não provoca nem estimula mais as sensações. Passamos então a banalizar tudo o que nos rodeia pela força dos hábitos diários.

Com isso, as valetas profundas do prazer são abertas e, por não possuir profundidade tangível, somos guiados rapidamente a novos estágios cada vez menos morais e racionais. Aí, o homem torna-se amoral, dono e senhor da busca infindável por algo que lhe dê prazer e faça sentir-se vivo.Tomemos como exemplo um caso que repercute nacionalmente: o do goleiro Bruno, agora ex-jogador do Flamengo.

Aparentemente, ele possuía uma vida extraordinária, ótimo salário, notoriedade nacional e profissional, prestígio, status, mulher, filhos. Contudo, isso não o preenchia, existencialmente. Então, para fugir do tédio, ele resolve envolver-se com garotas de programa, fazer festinhas privês em sua chácara e tornar sua existência mais agravável e suportável. Até ai, não se nota nenhum tipo de delito ou crime. Afinal, todos temos o direito de escolhermos o modo como vivemos.

Possuímos uma liberdade de escolha que implica em conseqüências e responsabilidades pelos atos cometidos. O relacionamento extraconjulgal que ele vivenciou deve ter lhe dado algum prazer por determinado tempo, porém, os interesses de gênero começaram a divergir (enquanto ele só queria sexo, ela queria o conforto da prole).

Assim, o confronto se seguiu e tragicamente ele optou por cortar o mal pela raiz, já que as motivações sensoriais foram substituídas por preocupações, dores de cabeça, e a paixão desceu por ralo abaixo. O único problema que existe em se ter relacionamentos passionais é a confiabilidade nula que a paixão traz, sendo essencialmente algo ilusório, passageiro, irracional; cheio de frisson e química corporal, que logo cai no costumeiro, esfriando as coisas.

Quando se acorda deste sonho, talvez você já esteja casado há três meses com um abacaxi! As relações humanas devem, inicialmente, possuir sim essa vivacidade distorcida de puro sentir, degustar, para que os laços sejam unidos. Porém, quando não se transcende a experiência, e os valores interesseiros que unem o casal se oxidam com o envelhecer dos corpos ou convivência ou qualquer outro problema, deve-se, sumariamente, haver um afastamento para que ambas as partes reflitam sobre o real motivo que as fazem felizes.

E, para ser feliz, é obrigatório estar vivo! Que o Cupido renove seu lançar de flechas em nossos corações e nos faça sempre apaixonados pela vida! Não importa qual seja ela. 

* Larissa Carvalho é filósofa

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