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Entrevista

Viáfara - Goleiro do Vitória
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Ídolo da torcida do Vitória, o goleiro Julián Ramiro Viáfara Mesa, ou simplesmente Viáfara, 32 anos, não esconde de ninguém que ficou muito chateado com as ofensas pessoais e ameaças que foram feitas contra ele e a família, via Twitter, depois do jogo contra o Palmeiras. A derrota para o time paulista custou a eliminação do rubro-negro na Copa Sul-Americana. Em uma conversa franca com o Teia de Notícias, Viáfara falou do seu amor pelo Vitória, pela Bahia e por Salvador. O amor é tanto que o goleiro já comprou uma casa na cidade e não pensa em voltar tão cedo para a Colômbia, seu país de origem. Viáfara revelou que, por respeito ao rubro-negro, não aceitaria jogar no Bahia, caso aparecesse alguma proposta.        
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ATÉ QUANDO?

Por Alexandre Levi*

Agora virou moda agredir fisicamente repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e demais profissionais de imprensa. Cenas de extremo descontrole dos entrevistados que desferem tapas, socos e chutes estão cada vez mais rotineiros nos noticiários nacionais e, por que não dizer, locais. Na noite da última quarta-feira, 21, no Estádio Barradão, na capital baiana, o fim do jogo entre o Goiás e o Vitória – time da casa – foi marcado por mais uma pancadaria. 

Inconformado com a reação do time adversário, que empatou a partida em 2 a 2 aos 45 minutos do segundo tempo, o treinador do Goiás, Emérson Leão, resolveu urrar e bradar com os radialistas, que apenas estavam cumprindo com o seu trabalho, levando a informação e o calor dos fatos em primeira mão aos torcedores.

Caso de polícia

Diante do bravo exemplo do treinador, os jogadores Rafael Moura, Marcão e Romerito se juntaram à pancadaria e foram parar, todos, na 10ª Delegacia, no bairro de Pau da Lima. O treinador e seus discípulos foram indiciados por lesão corporal, crime previsto no Código Penal Brasileiro, podendo ser condenados a detenção de três meses a um ano ou multa.

CQC

Recentemente, a candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, teve de intervir em defesa do jornalista Danilo Gentilli, repórter do Programa Custe o que Custar (CQC) da Rede Bandeirantes de Televisão. Durante um comício na cidade de Santo André (SP), o repórter e a sua equipe foram impedidos de fazer a cobertura jornalística do evento e sofreu socos e chutes numa tentativa de boicote. O empurra-empurra foi tamanho que a candidata se manifestou em pleno palanque: “Por favor, deixem o pessoal do CQC trabalhar em paz!”

È preciso lembrar a todos que, embora não pareça, vivemos em uma democracia e temos a liberdade de expressão garantida na Constituição, pela Lei 5.250, de 9 de fevereiro de 1967. O jornalismo tem por função justamente garantir um direito constitucional de todo cidadão: o direito de informar e ser informado.  

Diploma

Contudo, não me espanta que episódios como esses venham se repedindo diversas vezes, em diferentes contextos e graus de violência. No dia 17 de junho deste ano, a categoria dos jornalistas completou um ano da perda da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Um país que não respeita a imprensa, não respeita o seu próprio povo e com isso, vai ganhando espaço para armar as mais criativas tramoias, não apenas na política, mas em cada jeitinho brasileiro de ser.

É preciso acordar para o que está acontecendo no Brasil. Cutucar o colega do lado, gerar discussões sobre o futuro do nosso país, nossos representantes políticos, nossos direitos. Até quando jornalistas terão de apanhar por serem impedidos de realizarem o seu trabalho? Até quando cada um de nós vamos nos conformar com a notícia que nos foi permitida assistir?

É preciso punir aqueles que não respeitam a imprensa e os seus profissionais. O direito à informação é nosso, previsto por lei e, até que soframos um golpe de Estado, a democracia é quem fala mais alto!

* Alexandre Levi é estudante de jornalismo pela Faculdade Social e repórter do NUJOR (Núcleo de Jornalismo) da ascom da Universidade Estadual da Bahia – UNEB.

Comentários  

 
0 #7 Lenise 24-07-2010 23:03
Concordo plenamente com todas as situações e soluções apresentadas.A imprensa apesar de muitas vezes nos influenciar nas opniões que formamos através dos fatos noticiados, ela faz exatamente este papel, de nos informar sobre o que está acontecendo no mundo em que vivemos.
A imprensa possui um papel fundamental na vida de toda e qualquer pessoa e esse "papel" jamais deve ser negado a ninguém.
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0 #6 Amanda 24-07-2010 22:52
Realmente é algo extremamente notável, o descaso para com os profissionais dessa área, sendo tratados até como vilões ! mais na verdade se não fosse o trabalho da emprensa, muitos desses "famosinhos" não teriam nem metade do prestígio que atualmente possuem e muito menos o reconhecimento do público nacional.
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0 #5 Jennifer R. 24-07-2010 22:49
Realmente é difícil a situação em que os jornalistas vivem aqui no Brasil, essas agressões estão se repetindo cada vez mais, infelizmente. Parabéns pelo trabalho, Alexandre !
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0 #4 Maria Eugênia 24-07-2010 22:18
É... A situação do jornalista no Brasil está mesmo muito difícil e isso fica claro no texto de Alexandre. Ainda vou ver matérias suas publicadas em jornais da REDE GLOBO, menino!!!
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0 #3 Maria Eugenia Correi 24-07-2010 20:29
É...a situação do jornalista no Brasil está mesmo muito difícil.E isso fica bem claro nesta matéria de Alexandre.Ainda vou ver matérias suas em jornais da REDE GLOBO MENINO!!!!!!
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0 #2 Carlos e Sueli 24-07-2010 14:41
Achamos a matéria muito oportuna por tratar de um problema cada vez mais comum em nossas vidas. É preciso repudiar todo tipo de violência, desde o reporter agredido no exercicio de suas funções nos campos de futebol, ao amante que manda matar a mãe do próprio filho, até o pai que tenta acobertar o filho que atropela e mata outro ser humano. Parabéns pela matéria, Alexandre!
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0 #1 Julio Barbosa 22-07-2010 19:22
O Alexandre foi perspicaz quando exemplifica a dificuldade dos jornalista brasileiros no que diz respeito a pratica da profissão já tão menosprezada.
Parabéns, excelente matéria.
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