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O artista plástico Hans Peter Gutmann inaugura no dia 1º de fevereiro (quarta-feira), às 19h, na Galeria Moacir Moreno (Theatro XVIII - Pelourinho), a exposição Serurbano. A mostra reúne 12 esculturas em ferro e madeira que têm como tema central o homem urbano. "Aquele que constrói seu mundo para viver", explica o artista.
Entre as obras expostas está um robô, partindo da ideia de um artigo escrito pelo cientista russo Dmitry Itskokov, em que defende a criação de corpos cibernéticos para abrigar almas de pessoas. "Minha ideia foi juntar nossos cérebros às máquinas infalíveis", diz Hans Peter, que desenvolveu um robô pedinte, como as pessoas que sentam nas calçadas das ruas pedindo dinheiro, fazendo uma alusão à nossa história, inspirado na semelhança com a nossa realidade social.
Hans defende que não quer trazer nada pronto. "Preciso da criação e da memória do observador para finalizar minha obra de arte. Daí que as coisas são apenas uma sugestão daquilo que está na cabeça dos "seres urbanos", explica.
Além do robô, a mostra reúne um metalon de cinco metros que sugere duas cobras entrelaçadas se acariciando, um peixe, um sapato, uma placa de sistema de computador, que provocam algumas reações pela peculiaridade da forma moldada pelo artista.
Dentre as obras de maior impacto está a imagem de um cadáver mumificado segurando uma boneca ainda intacta, dois diferentes tempos de vida na durabilidade da matéria.
A exposição é um breve passeio pela arte de Hans Peter e segue em cartaz até o dia 29 de fevereiro. A visitação é das 15 às 21 h, exceto terças-feiras.
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