A família do empresário André Cintra Santos, 55 anos, e o filho, Matheus Braga Cintra, 20, que foram executados na manhã de sexta-feira (27), em Salvador, informou que ele já vinha sendo ameaçada de morte por conta da posse do terreno da Avenida Paralela, onde eles foram mortos.
O terreno estava sendo disputado na Justiça pela vítima e empresários do ramo imobiliário.
“Ele sempre explorou o terreno como estacionamento para eventos no Parque de Exposições. Uma empresa apresentou um documento de posse da terra, mas a compra foi feita por grilagem”, afirmou um parente de André que não quis se identificar.
Em 2009, o empresário prestou queixa por ameaça na 12ª Delegacia (Itapuã). Na ocasião, Cintra afirmou que havia recebido uma área de 74.647 m² que fazia parte do terreno de 372 mil m², cujo dono era Luís Alberto Malaquias Estrela.
A propriedade da terra estava sendo disputada pelas empresas Patrimonial Saraíba e F. Bastos sendo que, em primeira instância, a posse havia sido reintegrada a Estrela.
Na ocasião, o empresário teria afirmardo que foi surpreendido na área por nove homens - um deles armado, que teriam dito estar a mando das empresas para expulsar quem estivesse no terreno.
No ano passado, André foi à mesma delegacia prestar queixa por danos contra o patrimônio depois que o muro da propriedade foi demolido por tratores. À polícia, ele disse que nove homens armados que teriam afirmado trabalhar para a Saraíba ordenaram que ele parasse com a obra do muro.
André Cintra também participou do esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, investigado pelo Ministério Público estadual (MP) durante a Operação Janus.
Ao sentir-se enfraquecido no esquema, André passou a atuar como informante dos promotores. Os corpos dele e de seu filho serão enterrados neste domingo, no cemitério Jardim da Saudade. (com informações do Correio)
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