Os médicos da rede municipal de Saúde estão sendo orientados pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed) a não trabalharem no carnaval de 2012 sem a garantia de pagamento do período trabalhado. A informação é do presidente do sindicato da categoria, Francisco Magalhães. Segundo ele, a orientação é decorrente do fato de que a prefeitura ainda não pagou aos profissionais que trabalharam no carnaval do ano passado.
Magalhães informou que não se trata de greve, mas de buscar garantir os direitos da categoria. "A orientação é que os médicos só trabalhem com a garantia do pagamento, preferencialmente com o pagamento antecipado", informou Magalhães. Também os médicos que trabalham no Serviço de Atendimento Móvel de Urgância (Samu) estão recebendo a mesma recomendação, segundo alertou Francisco Magalhães, considerando desrespeitosa a atitude da prefeitura para com os profissionais.
Não apenas os médicos, mas outros profissionais do Samu também ameaçam parar em protesto à demissão de cerca de 70 deles. Magalhães informou que a prefeitura teria contratado uma empresa localizada em Laurto de Freitas para acertar as contas com os médicos, mas ao invés de pagar, a empresa passou cheques cancelados posteriormente. "Nós denunciamos ao Conselho Regional de Medicina, seção Bahia (Cremeb), e a empresa alegou ter quitado as dívidas, o que não ocorreu", disse Magalhães.
A reportagem do Teia de Notícias tentou falar com o secretário municipal de Saúde, Gilberto José, sem sucesso. A assessoria da secretaria informou que os funcionários do Samu estão sendo desligados porque teriam seus contratos - feitos pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) -, vencidos e serão substituídos gradativamente, obedecendo a classificação em processo seletivo realizado em 2010.
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